Por volta de 1985 alguns produtores do Distrito de São José do Pantano iniciaram o plantio da cultura do morango por influência do cultivo nos bairros da Cruz Alta e Massaranduba. Sendo que este cultivo foi aderido principalmente por produtores mais jovens, com bastante entusiasmo, para obtenção de melhores rendimentos econômicos. Com o crescimento da produção de morango no bairro, estes jovens produtores tiveram como dificuldade o processo de comercialização, o qual era praticado junto a atravessadores que pagavam um valor baixo pelo produto, prejudicando o lucro dos produtores.

Face a este fato o produtor Antônio Dionício Pereira começou a procurar meios que pudessem contribuir com a melhoria do processo de comercialização de morangos. Inicialmente teve contatos com produtores do bairro da Cruz Alta para obter informações sobre o funcionamento de uma Associação de Produtores, ali existente. Os produtores Antônio Dionício, José Altair e Lázaro Francisco Pereira entraram em contato com José Silvério, o extencionista da Emater no Município de Pouso Alegre, para trocarem informações sobre a possibilidade de criação de uma Associação de produtores de morango que possibilitasse a melhoria da remuneração da produção.

José Silvério, então, apoiou a idéia e partiram para a ação convocando aproximadamente 20 produtores para uma reunião, que ocorreu no dia 25 de novembro de 1992 na sede dos jovens localizada no Distrito de São José do Pantano às 19 horas e 30 minutos tendo participado os seguintes produtores: Antônio Dionício Pereira, José Altair de Faria, Lázaro Francisco Pereira, Ideraldo Edson Fernandes Sidney, Leonel Sebastião Pereira, José Carlos Pereira, José Claudino Pereira, Flávio Pereira, José de Lima, Carlos Roberto, Paulo Marcos de Oliveira, Ivanil José Pereira, Ivan José de Moraes e outros.

Nesta reunião foi votada a primeira Diretoria da Associação dos Produtores Rurais de São José do Pantano , que teve como primeiro presidente o produtor José Altair de Faria. Como forma de contribuição dos Associados para formação do fundo foi estipulado o valor comparado ao valor de duas cervejas na época. Como ação da Diretoria foi alugada uma pequena garagem para recepção e comercialização de morangos. A Diretoria e os associados não mediram esforços para o crescimento da Associação embora os percalços fossem muitos, principalmente com referência ao ambiente externo à Associação, mas que com sabedoria e desempenho foram resolvidos.

Vendo o empenho dos associados e a necessidade de espaço físico para que pudessem crescer, o então vereador José do Carmo Neto e sua esposa Maria Nazaret Pereira, propuseram-se a ajudar fazendo a doação de um terreno onde seria construída a sede da Associação. Nos anos seguintes a Associação foi crescendo e aumentando seu patrimônio sempre pautado nos princípios do associativismo. Em função dos impedimentos da legislação para comercialização do produto pelas Associações Jurídicas Constituídas a opção existente seria a transformação em Cooperativa cuja legislação era consoante com os objetivos do Associativismo.

Nos dois dias do mês de maio do ano de 2003 na sede da Associação de Produtores às 15:00 horas reuniu-se em Assembléia Geral Extraordinária sob a direção do Presidente José Altair de Faria e com a presença total de seus associados, após a exposição do que é uma cooperativa colocou-se em votação tendo sido aprovado por unanimidade a criação da Cooperativa dos Morangueiros Pantanense, cuja constituição oficial foi ratificada em 18 de julho de 2003.